Rumo de equilíbrio
O caminho que escolhemos percorrer durante a nossa vida oferece-nos uma tempestade de emoções que não raramente são antagónicas: tristeza/alegria, raiva/calma, medo/coragem, ódio/amor...
Será que é isto que nos faz ser humanos? Sentir de uma forma incontrolada estas antíteses emocionais? Não seria mais fácil existir um equilíbrio? Um ponto intermédio onde os sentimentos não moldassem o nosso espírito?
E nesse instante seríamos livres...
Para ti também, Sérgio, obrigada por tudo... Deserto de Atacama, andredib
Cor
Silesian Songs, Marcin Gorski
Fugaz/breve
Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera...
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltasse a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
É tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve
Fragilidade, Mafalda Veiga
A carne é cinza, a alma é chama.
in O Homem Que Ri, Victor Hugo